domingo, 19 de junho de 2016

Doente.

Nada quero fazer essa noite
Há não ser restituir a minha potência
Nessa madrugada de domingo
Eu pude perceber que existo
Mas não existo por existi apenas
Tenho um propósito que é meu corpo
Mantê-lo
Sinto uma fome desproporcional a meu tamanho ou a minha idade
Nunca me lidei bem com a fome pois não  sabia oque era importante comer
Até então sentir fome
No mais está em teste oque me propõe
Pois tenho um sério medo de intoxicação
De perder meu corpo, de ser forçado a engolir minha vida e digerir meus sonhos
Há uma imensa possibilidade de faces
Me encaixo em uma, criada ou criadora?
Não sei no certo
Aponto pro céu as pontas dos dedos
A vida e um mistério pra desvenda

W. R. Borges

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Desigualdade.

Distintos são os traços que nos separam
Não podemos se igualar
A lama que molha e marca seus pés
Levanta minha casa
Dignifica minha alma

Não me culpo por esse fantasma
E um embrião fecundado a anos
Onde não para de crescer
Desigualdade me, e nós ordena
Em castas em classes sociais

Que serás que vim fazer
Ser rude como tantos
Ou um tolo pra todos
Engolindo meu caráter

Particularmente o homem
Se esqueceu do que realmente importa
Desigualando suas semelhanças
Se deformando em sociedade
Onde cada vez mas se nasce
Aniquiladores claustrofóbico

Não me culpo  pois toda via
A desigualdade me persegui
Na escola, rua
Na luz do dia

Até quando durará
Tens hora pra terminar
Essa dessemelhança

W. R. Borges

terça-feira, 7 de junho de 2016

Morte.

A morte
E senão o primeiro passo para a vida
Aos perdidos pelo mundo
Um alívio
Incógnita e perfeita
A solução de  muitos problemas?

A morte
A senhora das tragédias
Não se entende e não se discuti
Quando ela vem
Se lamenta
Se sente seu beijo frio
E sombrio

Um dia desses
Dou me de testa com a morte
Me acerta
Sem me despedir
Sem um adeus
Ou um até logo
Vou me embora

Que nessa hora 
Não me arrependa de nada
Pois a estrada
Foi bem trilhada

W. R. Borges