Distintos são os traços que nos separam
Não podemos se igualar
A lama que molha e marca seus pés
Levanta minha casa
Dignifica minha alma
Não me culpo por esse fantasma
E um embrião fecundado a anos
Onde não para de crescer
Desigualdade me, e nós ordena
Em castas em classes sociais
Que serás que vim fazer
Ser rude como tantos
Ou um tolo pra todos
Engolindo meu caráter
Particularmente o homem
Se esqueceu do que realmente importa
Desigualando suas semelhanças
Se deformando em sociedade
Onde cada vez mas se nasce
Aniquiladores claustrofóbico
Não me culpo pois toda via
A desigualdade me persegui
Na escola, rua
Na luz do dia
Até quando durará
Tens hora pra terminar
Essa dessemelhança
W. R. Borges
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