A poesia não constrói
Ela nasce
Não respeita
E entra sem permissão
A poesia e também
Herói
Pois cheia de valentia
Faz aquele que mal sabia
Refletir sobre a questão
A poesia está aqui
Esta lá
Esta também aí
Onde você está?
A poesia não constrói
Ela nasce
Não respeita
E entra sem permissão
A poesia e também
Herói
Pois cheia de valentia
Faz aquele que mal sabia
Refletir sobre a questão
A poesia está aqui
Esta lá
Esta também aí
Onde você está?
E com muita dor, muita revolta que esses traços cortam esse papel.
A mim não cabe intender a desumanidade absurda, que juga a nos, meros visitantes, onde buscamos o alivio de nossos sentimentos e somos submetidos a alguns procedimentos internos para conseguimos visita nosso familiar, como já não bastasse, somos discriminados e diminuídos pela própria unidade vital.
Onde com agouros, insultam, ironizam, o nosso ato.
Como pode o homem se comportar de tal forma será que são treinados para tal desprezo, será que são treinados pra nos ver como condenados.
Não intendo, mas quero que essa mágoa saia de mim, e, que eu possa um dia como Nelson Mandela os convidar para um jantar.
É perturbador e inquietante ter que se calar diante desses absurdos.
Que esses traços falem por mim, que seja minha voz, e, a voz de varias outras Marias por esse país.
Pois minha voz e como uma folha que cai no inverno, mas o que escrevo pode ser eterno.
Coromandel 23, julho do ano 2016.
W.R.Borges.
Jazia quando minha dor era súbita
Minha mente me empresta mais uma vez
Uma curta memória
Que conta a minha triste história
O meu corpo ensanguentado
E a minha boca cheia de recardo
Jazia em mim a vida
Não, definitivamente não
Já estava morta
Antes dessa bala de revólver
Perfurar o meu peito
A vida em mim ja tinha se resumido
Com a perda do meu único filho
Tão curta memória
Pode mais uma vez me empresta
A face madura e séria
Desnuda de expressão
Do meu menino
Não tive escolha se não
Abraça a morte
Como uma velha amiga
E poder rever com saudade
Retomar minha felicidade
Essa era minha sina
Agradecer
Aquele que me assassina
Obrigada
W. R. Borges
Aos poucos
Te entendo
E me perco
Te traço
E me esqueço
Aos poucos
Te defendo
Logo lamento
Aos poucos
Me arrependo
Te desvendo
Te entendo
Aos poucos
W. R. Borges