quarta-feira, 27 de julho de 2016

Livre liberdade.

E com muita dor, muita revolta que esses traços cortam esse papel.
A mim não cabe intender a desumanidade absurda, que juga a nos, meros visitantes, onde buscamos o alivio de nossos sentimentos e somos submetidos a alguns procedimentos internos para conseguimos visita nosso familiar, como já não bastasse, somos discriminados e diminuídos pela própria unidade vital.
Onde com agouros, insultam, ironizam, o nosso ato.
Como pode o homem se comportar de tal forma será que são treinados para tal desprezo, será que são treinados pra nos ver como condenados.
   Não intendo, mas quero que essa mágoa saia de mim, e, que eu possa um dia como Nelson Mandela os convidar para um jantar.
É perturbador e inquietante ter que se calar diante desses absurdos.
Que esses traços falem por mim, que seja minha voz, e, a voz de varias outras Marias por esse país.
Pois minha voz e como uma folha que cai no inverno, mas o que escrevo pode ser eterno.

Coromandel 23, julho do ano 2016.

W.R.Borges.

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